Na última audiência pública do PDDU do rio Cachoeira que aconteceu em 11/11 na Mitra Diocesana, na cobrança de um dos cidadãos de que a prefeitura estava agindo de forma ambientalmente errada na limpeza emergencial dos rios nos últimos meses, a representante da prefeitura culpou exclusivamente o Governo do Estado de Santa Catarina: “Essa é uma obra deles, a prefeitura não tem nada a ver com isso”, disse Carla Cristina Pereira.
Outro cidadão contestou a coordenadora do Viva Cidade, pois as placas das obras dizem ser da prefeitura, também, o que imediatamente teve uma intervenção de outro representante do poder público local, o jornalista Antônio Anacleto, da Cia Águas de Joinville: “Não vamos enganar a população. Essa é uma obra dos dois governos. É da prefeitura de Joinville, sim”.
Se depender da prefeitura, só metade do rio Cachoeira poderá ser navegável no futuro, até o Cais Conde D'Eu
Terminaram as audiências públicas que pretendiam discutir o Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU) que será financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O projeto apresentado não prevê o retorno da navegação nos rios de Joinville. A prefeitura continua na contramão da história.
Cia Fabril Lepper é condenada a pagar R$ 252 mil por crime ambiental
A denúncia da prática de crime ambiental feita contra o rio Cachoeira pela centenária indústria têxtil Cia Fabril Lepper foi confirmada e multa aplicada pela Fundema. Desde a denúncia feita pelo Instituto Viva o Cachoeira (IVC), em 4 de agosto, que a empresa, através da sua assessoria de comunicação, pagava por publicação de “esclarecimentos à população” em jornais afirmando que jamais havia sido autuada bem como o despejo teria sido um caso isolado. As duas informações se comprovaram falsas. A Fundema confirma que outra denúncia feita contra a empresa na gestão passada da Fundema ficara pelas gavetas do órgão fiscalizador sem investigação.Os vídeos e as fotos do crime ambiental têm sido vistos por centenas de pessoas no sítio http://www.institutocachoeira.org.br/.
Outras agressões na mira dos ambientalistas
O Instituto Viva o Cachoeira (IVC) oficializou pedido de investigação pelo Ministério Público Federal na obra que realiza a Catedral da Família no bairro Costa e Silva. Construções de galpão praticamente em cima do rio Cachoeira e concretagem das suas margens foram autorizadas também pela gestão anterior da prefeitura num flagrante desrespeito às leis ambientais.
O rio Cachoeira tem uma das suas nascentes no bairro e os ambientalistas do IVC querem a imediata interdição da obra, a remoção das placas de concreto, a recuperação ambiental das margens e vegetação ciliar.
Se comprovado o crime ambiental, o IVC exige também “a exemplar punição dos órgãos e servidores públicos que autorizaram a obra por causa da destruição do pouco de ambiente natural que ainda resta do rio Cachoeira”.
IVC sugeriu foco no Seminário Ambiental da CVJ
A primeira reunião para discutir a realização do Seminário Ambiental que a Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) promove nos dias 24, 25 e 26 de novembro contou com a participação fundamental do Instituto Viva o Cachoeira (IVC). Iniciativa liderada pelo vereador Alodir Cristo (DEM) a ideia inicial era muito ampla. O IVC sugeriu que o evento tivesse um foco bem delimitado. A observação foi imediatamente aceita e esse primeiro evento tem como tema “Esgoto Total”.
Jornal O Vizinho (JOV) apoia iniciativas públicas voltadas ao meio ambiente
Há mais de dez anos o Jornal O Vizinho (JOV) pratica uma prerrogativa que deveria ser constante no poder público: a educação e a conscientização ambiental. Além de apoiar o Instituto Viva o Cachoeira (IVC), uma entidade ambientalista que se consolida como Organização Social Civil de Interesse Público (OSCIP), investe também em eventos realizados pelos órgãos públicos.
Os exemplos mais recentes são o Primeiro Seminário Municipal de Consciência Ambiental da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) e a campanha “Atitude Cidadã” da Fundema. As duas campanhas publicitárias destes eventos estão especialmente subsidiadas no JOV.


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