05 Outubro 2009

Palestras e exposições do IVC despertam o interesse de autoridades

Edição 703 do JOV

Palestras e exposições do Instituto Viva o Cachoeira despertam o interesse de autoridades
(Foto de Willian Silva - ws_fotos@hotmail.com)

O Instituto de Preservação e Recuperação da Biodiversidade de Joinville e Região - Viva o Cachoeira (IVC) tem sido requisitado para realizar palestras de educação e conscientização ambiental em escolas, universidades e outras entidades. Com apenas um ano de existência (o IVC foi fundado em 23 de agosto de 2008) os ambientalistas têm chamado a atenção das autoridades para a recuperação do Rio Cachoeira.

Acadêmico da Udesc prepara planejamento estratégico do Instituto Viva o Cachoeira (IVC)
O Instituto de Preservação e Recuperação da Biodiversidade de Joinville e Região – Viva o Cachoeira – IVC ganha mais um importante aliado: o “escritório enxuto”, ou Lean Office. A iniciativa de Marlon César Weis Jaeger, acadêmico da Udesc do curso de Engenharia de Produção e Sistemas, de realizar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com uma pesquisa sobre Sistemas Produtivos para organizar e agilizar as informações e projetos do IVC é mais uma demonstração de reconhecimento da importância da entidade ambientalista.
Na reunião que acontece na manhã do sábado, dia 17 de outubro, Jaeger vai apresentar a proposta aos diretores e sócios do IVC. Interessados em conhecer a entidade podem participar devendo fazer sua inscrição pela internet no sítio http://www.institutocachoeira.org.br/.

Babitonga: patrimônio natural milionário

A Reserva de Fauna Baía Babitonga é um patrimônio natural que ajuda a combater a mudança climática. No estudo ‘A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade’ o relatório recém lançado pela Alemanha e pela Comissão Europeia avalia os aspectos econômicos da biodiversidade. Os especialistas afirmam ecossistemas formados por florestas e manguezais são patrimônios naturais avaliados em trilhões de dólares e que preservados poupam investimentos em iniciativas industriais para a captura de carbono.
O estudo afirma que um investimento de 45 bilhões de dólares em áreas de proteção ambiental poderia poupar entre 4,5 e 5.2 trilhões de dólares por ano em serviços de origem natural como o santuário da Babitonga. “Isso é mais do que o valor dos setores automobilístico, de tecnologia da informação e de aço”, disse o ministro do alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel.

Manguezal da Babitonga absorve gás que provoca efeito estufa
O estuário da Baía Babitonga é um dos mais importantes do planeta e composto por 117 ilhas. Os governos podem ajudar a combater a mudança climática aumentando investimentos em áreas ambientais em manguezais e florestas, indica o estudo ‘A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade’ que deve ser publicado no ano que vem e faz parte de um projeto global. Os cientistas concluem que esses ecossistemas absorvem cerca de 15% das emissões globais de gases-estufa todos os anos e alertam: “As taxas de extinção estão mil vezes mais rápidas do que o seu ritmo natural e três espécies desaparecem a cada hora, no planeta”.

Outro grupo de cientistas confirma colapso
“Se o planeta não reduzir em até 80% a emissão de gás carbônico na atmosfera até 2020, e não até 2050, como está estabelecido, em breve teremos verdadeiras tragédias nunca vistas antes”. A previsão é da diretora e coordenadora da State of the World Forum/Brasil 2020, Emília Queiroga Barros. "É como se a Terra estivesse com febre. A pessoa quando tem a temperatura aumentada em 0,5º C, ela já começa a não se sentir bem. Assim é o planeta. Já estamos sentindo todos os efeitos desse aumento da temperatura. No Rio de Janeiro, por exemplo, e em outras cidades do litoral brasileiro, há estudos que indicam um aumento de 0,5 cm do nível do mar. Isso já traz transtornos incalculáveis. Já há cidades desaparecendo", explica Barros.

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